Os 13 porquês
Título: Os 13 porquês
Editora: Atica Editora
Páginas: 256
Ano: 2009
Gênero: Ficção
Vocês já viram a série que bombou na Netflix mês passado? Se não viu, provavelmente ouviu falar em Thirteen reasons why. A serie surgiu de um livro, pouco conhecido. Nem eu mesmo conhecia - confesso - mas fiquei interessadíssima quando soube.
Vamos falar sobre o livro?
.Clay Jensen recebe uma caixa de
sapato cheia de fitas cassetes, intrigado por seu conteúdo escuta uma voz conhecida.
A de Hannah
Baker.
Opa, mas Hannah se matou.
"Engulo
com força. Lágrimas pinicam o canto dos meus olhos. Porque é a voz de Hannah.
Uma voz que pensei que jamais ouviria novamente. Não posso jogá-la fora."
- p. 19.
Nas fitas, Hannah explica que existem 13 razões para a sua história ter terminado assim. 13 pessoas que de alguma forma fizeram tudo
chegar naquele ponto.
Clay não faz ideia de porque recebeu as fitas – ele
sempre teve uma queda por ela -, mas sabe que algum momento seu nome vai
ser citado.
Então, numa noite, seguindo o mapa – dado
por Hannah – ele escuta tudo o que ela tem a dizer.
E era isso que ela precisava.
E era isso que ela precisava.
Sabe aquele boato, fofoca sobre você que não é verdade? Com toda a maldade de jovens no ensino médio, isso é o que Hannah passava por muito tempo.
Jay Asher me impressionou muito, pela habilidade
de colocar o leitor tão conectado a Hannah que você sente toda a dor,
desespero, solidão, vazio e todos os outros sentimentos envolvidos.
Os 13 Porquês é narrado em primeira pessoa e
intercala as gravações de Hannah enquanto acompanhamos Clay, que ouve tudo.
Ele precisa entender, e Hannah o dá essa
oportunidade.
Esse livro não é fácil. Eu mesma, não estou
nada bem. A leitura
acaba sendo rápida, mas a digestão é demorada.
Lendo você percebe que apesar de tudo, Hannah foi
forte dentro do possível e é isso que dói. Ler a história de alguém
desistindo e mostrando suas razões para isso, acaba que você tenta ter
pensamentos positivos, que ela encontraria a saída, e a cada parágrafo você
torce para as coisas darem certo para ela - mas não, sempre terminam
pior.
"Queria
que as pessoas confiassem em mim, apesar de qualquer coisa que tivessem ouvido.
E, mais do que isso, queria que me conhecessem. Não aquilo que pensavam saber
ao meu respeito. Mas eu de verdade. Queria que deixassem para trás os
boatos." - p. 117
O livro tem uma moral, obviamente, mas é algo
individual para cada leitor.
Ele nos trás realmente a realidade, desde sempre –
mas tão gritante nos dias atuais.
Acredito que a questão do suicídio, (estou
falando sobre a vida real) não é um ato de chamar a atenção das pessoas. Mas
sim um ato de desespero, de não enxergar uma saída. Um ápice.
Pra mim, o livro trouxe uma moral que, eu vou
levar pra vida toda.
“Quando
você faz alguém se sentir ridículo, você tem de assumir a responsabilidade pela
ação de outras pessoas que tomam isso como pretexto."
- p. 48.
Recomendo muiiiiiito!





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